A tempestade
A tempestade se dissipara. As nuvens negras e carregadas que antes despencaram do céu em enxurrada e ventania... Abalando estruturas que sempre, eu sempre acho, deveriam ser mais sólidas. Lavando a alma, os caminhos de terra, o asfalto e o cimento das construções. Afogando algumas plantas e animais pequenos ou frágeis demais para resistir ao dilúvio. Alguns poucos animais e plantas resistiram. Alguns deles se debateram muito na água até ensaiar alguns movimentos que os mantiveram na superfície.
Entretanto, como ia dizendo, as nuvens se dissiparam. Agora o sol se levantara imponente e desfazia as últimas poças d´água que restavam no solo ou em alguns outros lugares. O vento também tinha ido embora. Estava quente, úmido e abafado... e mesmo assim a vida se fazia presente. Talvez um pouco cansada de tanta luta, de tantas perdas... mas capaz de começar uma nova jornada. Uma nova jornada onde o caminho seria feito de velhos acertos e novos erros.




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