Mil vezes
Uma trave cruzando minha garganta, um soluço mudo... um gole em sêco... E eu ali de pé... Olhos muito vermelhos, quase vidrados (cansados), queimando com a minha febre interna (meu fogo interno) e o rosto transfigurado...transfigurando-se em tantos outros rostos. Movimentos lentos e pesados. Meu espírito já não me pertence. Meu corpo não tem vida é só esse fogo, essa chama que ainda vivifica minh’alma e que grita por teu nome, que pulsa em teu nome e que é dor pura... é tanta dor e por tanto tempo que às vezes esqueço dela. Boca semi-aberta, os olhos semicerrados...
- Eu não te amo mais, não te amo... eu não te quero mais , não quero... você está livre para ir embora. Vá embora... Mas, vá embora mesmo, vá pra longe de mim, para fora de mim me devolve o meu vazio. Estou cansada, de viver no teu vazio.- Repito mais alto e mais forte. - Eu não te amo mais, não te amo... eu não te quero mais , não quero... você está livre para ir embora. Vá embora... Mas, vá embora mesmo, vá pra longe de mim, para fora de mim me devolve o meu vazio. Estou cansada, de viver no teu vazio.-
dizem que uma mentira repetida mil vezes vira verdade. Será que você me escuta? Só vejo o teu sorriso na minha frente, o teu sorriso e os teus olhos castanhos, muito castanhos, brilhando. Chispando, me chamando...




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