Dharma
Caem lá de cima do céu alucinadas! Todas elas...
Formam-se e caem alucinadas deixando-se levar ao sabor do vento... Prá lá e prá cá,
Como numa coreografia.
Dançando através de tão curta existência...Perseguindo o momentum, vivendo-o.
As gotas de chuva.
Cada uma delas.
Não importa o que venha pela frente.
Uma parede de cimento,
Um telhado de barro, ou de zinco...
Continuam caindo e dançando deslizando pelo céu com a suavidade ou a fúria que possuem em sua natureza.
Não importa se vão encontrar o tecido preto de um guarda-chuva pela frente... Ou se será o rosto de uma criança... ou o negrume do asfalto.
Só importa o que têm que fazer...
Sabem, que no fim chegarão aos seus destinos.
Se unirão com suas gotas-irmãs e renunciando a si mesmas viverão em algo maior, por algo maior...
O mar.




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