segunda-feira, maio 21, 2007

Dharma

Caem lá de cima do céu alucinadas! Todas elas...

Formam-se e caem alucinadas deixando-se levar ao sabor do vento... Prá lá e prá cá,

Como numa coreografia.

Dançando através de tão curta existência...Perseguindo o momentum, vivendo-o.

As gotas de chuva.

Cada uma delas.

Não importa o que venha pela frente.

Uma parede de cimento,

Um telhado de barro, ou de zinco...

Continuam caindo e dançando deslizando pelo céu com a suavidade ou a fúria que possuem em sua natureza.

Não importa se vão encontrar o tecido preto de um guarda-chuva pela frente... Ou se será o rosto de uma criança... ou o negrume do asfalto.

Só importa o que têm que fazer...

Sabem, que no fim chegarão aos seus destinos.

Se unirão com suas gotas-irmãs e renunciando a si mesmas viverão em algo maior, por algo maior...

O mar.